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Oved ben Aharon, ex-judeu, EUA (parte 2 de 4)
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Quase 2.000 anos em nosso exílio mais longo, vemos agora o resultado das mudanças de ben Zakai - a elevação de cultura externa sobre a moralidade.  Isso é mais bem compreendido por meio de exemplos.  Um bom amigo e rabino explicou isso para mim como "Yiddishkeit" (judaicidade, ou seja, verdadeiro Judaísmo) versus "Frumkeit" (a observação aparente).  O Judaísmo determina modéstia durante a oração, que as mulheres devem cobrir os cabelos durante a oração conhecida como Shema, a declaração de que Deus é Único.  Essa é a lei, isso é Yiddishkeit.  Frumkeit é o mercado de sheitels (perucas) sendo adquiridas por mulheres por milhares de dólares, que usam o tempo todo, criticando as mulheres que só cobrem o cabelo quando é de fato exigido (somente durante a oração de Shema).  A explosão de respostas e ataques cruéis pelas mulheres que insistem que devem cobrir o cabelo o tempo todo pela lei é prova desse ponto - o verdadeiro Judaísmo foi substituído pelo desejo de parecer observante externamente.  O Judaísmo exige ter algo extra no Sabbath, uma refeição extra, um pão extra em cada refeição.  Frumkeit é o último desejo de livros de receitas para o Sabbath que giram em torno não somente de um jantar delicioso para o Sabbath, mas um jantar chique (pense na série do livro de receitas "Kosher by Design" ou o novo lançamento da editora Feldheim "Chic Made Simple").  O ponto é que o Sabbath agora é equiparado com comida, não com o Divino, e a maneira com a qual o Sabbath é aprimorado é por meio de comida extravagante e álcool - não com a discussão de Deus ou do Sabbath.  Rambam explica que o sacrifício ritual incluía todas as nossas faculdades sensoriais e, assim, inclui carne, vinho e música.  O Judaísmo de ben Zakai é uma celebração da carne, vinho e música, sem o sacrifício de fato, sem o Divino.  É uma celebração de uma cultura externa compartilhada, que dá uma sensação de unidade, mas é uma imitação dispendiosa e substituição do Divino.

Um dos casos mais extremos de frumkeit que testemunhei é o que minha esposa chama de o "cara do sotaque falso".  Um Sabbath, depois dos serviços, quando estávamos batendo papo com outros e fazendo um lanche, um rosto novo se sentou e falou com um sotaque estranho.  Não era um sotaque ídiche, era quase israelense, mas não consigo encaixá-lo e na verdade não me importava, já que podia viver minha vida sem ter que saber de onde ele era e não queria ser rude.   Minha esposa, por outro lado, uma antropóloga de campo treinada, imediatamente detectou a fraude já que o conhecimento dela de linguística detectou inconsistências.  Depois de um breve interrogatório de 15 segundos feito pela minha esposa, ela descobriu que ele era de Omaha, Nebraska, tinha vivido em Israel por pouco tempo (uns 8 meses) estudando em um yeshiva desconhecido e estava na cidade em visita com a família.  O indivíduo estava tentando falar com uma mistura de sotaques ídiche e hebraico para imitar o que acreditava ser um sotaque de um "yeshiva".  Por que uma pessoa tentaria imitar e falar com um sotaque de yeshiva?  Não devemos de fato nos surpreender, porque em uma cultura que celebra e abraça os aspectos externos e observáveis do Judaísmo, um sotaque yeshiva é outra maneira de se sentir mais judeu.

Aqui está um exemplo recente da elevação da cultura sobre a moralidade.  Ao longo dos últimos 3 anos vários convertidos e os interessados na conversão passaram pela minha casa e se sentaram em minha mesa de Sabbath.  Sem qualquer instrução de minha parte, simplesmente perguntei a cada um por que se converteu e por que se sentia conectado ao Judaísmo.  Com uma única exceção que elaborarei abaixo, as várias respostas deixaram muito claro que todos estavam se convertendo pela cultura, pelo status de "escolhido" e os benefícios percebidos e não por Deus.  Um gay convertido se juntou ao Judaísmo porque o identificou como um refúgio progressista para homossexuais. Não acreditava/interpretava que o Torá proibia a prática da homossexualidade.  Outra convertida escreveu expressamente no livro que se converteu porque queria dar aos filhos uma cultura (ser americana não era cultura suficiente) e escolheu o Judaísmo porque era antigo e tinha sobrevivido a tempestades de várias sociedades.  Não conseguia se conectar com Deus como católica e até se referia a Deus com uma ambiguidade moral, mas se sentia em casa no Judaísmo, onde observância e piedade são medidas pela participação cultural e realizações materiais.

A pergunta "O que você faz, qual sua ocupação?" é usada hoje como a prova do princípio da marca da aliança abrâmica, ou seja, Abraão e seus descendentes prosperarão e os que ficarem no caminho ou se opuseram a nós serão derrubados.  Dentro e fora da nossa comunidade, realizações materiais são usadas como prova de que os judeus continuam escolhidos.  A opinião de que prosperar pode simplesmente significar estar próximo de Deus, sem qualquer tipo de sucesso material, parece escapar a muitos.  Ao invés disso, definimos "bem-aventurança" como ganhadores de prêmios Nobel e membros bem-sucedidos e famosos da tribo, e usamos isso como prova de que a aliança permanece intacta.  Em vários comentários de artigos antissemitas em jornais, os judeus correm para defender a comunidade com histórias de indivíduos que deixaram a Europa oriental ou o Oriente Médio sem nada, vieram para a América e se tornaram milionários ou cientistas de destaque, etc., e, portanto, os judeus continuam escolhidos por Deus.  Em outras palavras, nosso sucesso MATERIAL é prova dessa aliança ESPIRITUAL.  Isso é irracional.

 

http://www.islamreligion.com/pt/articles/10669/oved-ben-aharon-ex-judeu-eua-parte-2-de-4/

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